Itália

Norte de Itália – Round trip (I): Roma

Boas! O primeiro itinerário que vou partilhar convosco foi o meu itinerário de viagem do verão de 2016. Na escolha do país optámos por algo que nos pudesse oferecer um mix de cultura e natureza – porque eu sou especialmente impressionável com paisagens naturais, talvez muito mais do que com cidades em si.

Travel ID:

  • País: Itália
  • Cidades: Roma > Siena > Cinqueterre > Florença > Veneza
  • Duração: 12 dias
  • Meio de transporte: Autocarros e Comboios
  • Budget: € 700

Os bilhetes de avião foram comprados, com destino a Roma (Fiumicino), com uma antecedência de quatro meses e custaram (ida e volta) por volta de €200 na TAP. Optámos por TAP porque tinhamos bagagem para duas semanas e não compensaria o preço da low cost + bagagem (o que é sempre algo a ter em consideração quando se está a comprar bilhetes de avião por impulso com muita antecedência). Quando escolho um itinerário opto sempre por uma última cidade que tenha aeroporto, preferivelmente com voos diretos para Lisboa de maneira a evitar escalas (Gabriela e aviões são dois conceitos que não se conjugam pacificamente).

Para esta viagem especificamente não houve muito planeamento, decidimos os roteiros diários nos dias anteriores e comprámos os bilhetes de autocarro/comboio no dia. Para aqueles que pretendem fazer viagens pelo norte de Itália, fiquem sabendo que não existe a menor necessidade de alugar um carro (o que vai aumentar o budget da vossa viagem em pelo menos – e sendo extremamente optimista – €250), uma vez que eles têm um sistema de transportes intercidades muito bom. Os comboios são todos confortáveis e a preços muito acessíveis. Podem ser comprados online (Trenitalia) ou nas próprias estações.

· ROMA ·

Estivemos em Roma 4  noites e 4 dias. Ao chegar no aeroporto de Fiumicino apanhámos o autocarro até ao Vaticano, que nos custou €6 e é mais barato do que o comboio (além do que nos permite ter uma entrada mais agradável na cidade porque a rota é feita pelo centro). Ficámos alojados numa localização bastante boa, num apartamento pertíssimo do Vaticano, o que acabou por ser óptimo e permitia que andassemos a pé para todo o lado. Para aqueles que procuram uma localização central, com bom aspecto e mais em conta, o Vaticano é uma optima opção – uma vez que a outra escolha seria as rendondezas do Termini, que é uma zona com um ar extremamente shady (not recommended). Além disso, e num golpe de sorte, o prédio em que ficámos era relativamente novo – o que foi essencial para não termos acordado em pânico na noite do terremoto (na verdade, quase nem sentimos e só descobrimos a magnitude da coisa na manhã seguinte).

1.º dia – uma voltinha básica pelas redondezas

No primeiro dia não nos aventuramos muito. Como estavamos pertíssimo e eu sou fã do Dan Brown, decidimos que o Castel Sant’Angelo seria a primeira paragem – mas acabamos por não entrar porque já era tarde. De lá, e passando a ponte do Rio Tevere, fomos para um miradouro chamado Terraza del Giannicolo, onde muito pessoal jovem se junta para beber umas cervejas, conversar na relva e curtir a tarde com os amigos. Aí ficamos a maior parte da tarde, depois aproveitamos para comer gellati e encomendar uma pizza (imporante referir que encontrámos um sítio de onde se encomendavam pizzas margheritas por €6!).

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2.º dia – Roma antica

Neste dia absorvemos os atletas que existem em nós e partimos para um dia bastante cansativo. Fizemos praticamente todos os pontos turisticos da cidade: começámos por passar pelo Corte de Cassazione, que é um tribunal cujo edifício é incrível. Daí seguimos para a Piazza Navona. Para aqueles que se interessam por arte (e eu nesse ponto tenho o meu own personal artista de serviço para me cultivar), a principal escultura desta praça, chamada “Fontana dei Quattro Fiume” – que sustenta o obelisco, é de Bernini. Para além desta curisosidade, cabe dizer que esta é uma das praças mais importantes de Roma, está cheia de restaurantes e tem toda uma dinâmica interessante. O Panteão encontra-se apenas umas ruas abaixo da Piazza Navona. É um edificio de paragem obrigatória: foi dos edifícios mais impressionantes que vi em Roma pela sua imponência e grandiosidade. É um edificio que apesar de manter as suas estruturas nunca deixou de estar em funcionamento – o que é impressionante se pensarmos que se trata de uma estrutura construída no século  I! As ruas à volta da praça do Panteão são muito engraçadas para quem gosta de se perder um bocadinho no meio das ruelas, encontram-se todo o tipo de lojas: só de café, só de massas e até a loja do Geppetto só com brinquedos feitos de madeira! A nossa rota continuou até chegarmos à praça do Monumento Vittorio Emmanuelle, que foi construído todo em mármore e em homenagem ao primeiro rei de Itália enquanto território unificado (tem inclusive um segundo nome “Altare della Patria”). Nesta praça podem começar a ver-se muitos vestigios de ruínas romanas (ficámos impressionados com uma escavação em que se via perfeitamente um anfiteatro romano literalmente ao lado de uma estação de autocarros, como se fosse algo super normal), e ao longo de toda a avenida que segue do Monumento Vittorio Emmanuelle até ao Coliseu podemos encontrar os Fórums: Foro Traiano (onde tivemos oportunidade de observar a polícia italiana a perseguir vendedores ilegais de garrafas de àgua – LOL), Foro di Cesare Foro di Augusto. Ao final da avenida, encontramos finalmente o Coliseu. Esperava que ao ver o Coliseu fosse ter a mesma sensação de maravilhamento que tive ao encarar a Torre Eiffel, mas em vez disso encontrei uma confusão enorme, milhares de pessoas amontoadas para tentar entrar, guias turisticos independentes que nos perseguiam para comprarmos visitas guiadas, enfim – todo um caos. Acabámos por comprar os bilhetes numa banquinha que fica do lado direito do Coliseu (o bilhete de entrada custou €7,50). Só ao entrar no Coliseu consegui realmente sentir aquele factor WOW. É incrível estar dentro de um edifício milenar, património da humanidade. É um exercício interessante pensar em como tudo aquilo seria nos seus tempos áureos, enquanto nos sentamos à sombra e vemos passar os turistas cheios de paus de selfie. Uma característica muito engraçada de Roma, e que conseguimos observar mesmo dentro do Coliseu, é que existem inúmeras fontes públicas (das quais até fiquei reticente em beber à primeira) por isso apesar do calor, visita-se muito bem. Do Coliseu, seguimos para o Monte Palatino, de onde conseguimos ver todo o Foro Romanoo maior e mais famoso Fórum daquela zona. Apesar de estar super ansiosa de o percorrer, estava um calor infernal (40 graus de certeza) e não havia a menor hipótese de o fazermos a pé, por isso tivemos de nos contentar com a vista, que não é nada má – admitamos. Depois de descansarmos um pouco, decidimos apanhar um tram até Trastevere, onde comemos um gelado e demos o nosso dia por acabado.

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 3.º dia – A luta dos museus

Reservamos a visita ao Vaticano para este dia. Depois de visitarmos a famosa Praça de São Pedro, tivemos a brilhante (não tão brilhante) ideia de ir primeiro ao Musei Vaticani e deixarmos a basílica para depois: erro. Acabámos por nem sequer visitar a basílica porque tivemos a tambem brilhante ideia de não comprar o bilhete para o museu na internet (podem e devem fazê-lo online, por exemplo: aqui), o que resultou em 3h30 de fila: porque viajar com um namorado artista faz-nos fazer estas loucuras pela arte. Enfim, a entrada do museu custou €8. É interessante, apesar de estar tão cheio que se tornava extremamente difícil ver as peças. A capela sistina é a última sala do museu e dica: levem algo que vos cubra os ombros, ou acabarão por ser perseguidos por algum membro da guarda suiça para vos porem um cobertorzinho em cima (been there, done that). A capela sistina é incrível, e também é proibido tirar fotografias – por isso a ideia é curtir o momento e tentar absorver ao máximo aquilo que se vê. No final do dia a basílica já estava fechada, já eram 4 da tarde e depois de nos darmos por derrotados apenas uma coisa nos conseguiu curar do pânico da espera: GELATTI!

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4.º dia – Dia vs. Noite

No quarto e último dia decidimos fazer o resto do roteiro turístico que ficou por fazer no 2.º dia. Começamos pela famosa Piazza del Popolo, que é uma zona pedonal gigantesca e que atravessámos para subir as escadas e chegar a um miradouro chamado Terraza del Pincio. Este miradouro faz parte de um jardim que se encontra ao lado da Villa Borghese, os mais famosos jardins de Roma, um parque bastante grande e sobretudo uma maneira agradável de atravessar um pouco da cidade num dia de calor infernal. Apanhámos a Via del Tritone até à Fontana di Trevi. Esta fonte é absolutamente incrível e majestosa, talvez dos pontos que mais gostei em toda a cidade de Roma. No entanto, e problema dos problemas: estava apinhada de gente e não existia espaço para se ver, de facto, a fonte. Depois de nos desviarmos da multidão fomos até à Piazza di Spagna, onde existem as famosas escadarias, que infelizmente estavam fechadas para reforma. Da Piazza di Spagna continuámos pela Via dei Condotti, que é uma rua bastante longa repleta das lojas mais caras. Decidimos fazer o ritual dos presentes para toda a gente e perdemos o resto da tarde nisto. À noite saímos para jantar pasta num restaurante near-by e andar pela cidade. Roma é decididamente muito mais encantadora à noite, longe das multidões do dia e da confusão que a descaracteriza. Fizemos o mesmo percurso e acabámos na Fontana di Trevi, novamente, que à noite se torna ainda mais mágica. Até parece que Neptuno ganha vida. A iluminação e o envolvimento da fonte são magnificos e até se sente a Cidade Eterna. Um passeio que não se deve perder à noite. Devo dizer, também, que me senti sempre segura na cidade depois do escurecer. Via-se muito policiamento pelas zonas do centro, o que é sempre um ponto positivo para quem, como eu, é muito aware e constantemente observadora dos seus envolvimentos.

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